Thursday, July 19, 2007

DO CHÃO NÃO PASSAVA

Apois quem disse? Que do chão não passava? Tocou o chão. Alívio dos aerofóbicos. E pronto. Derrapa, explode e mata. Vinte conto de álcool, por favor. E cai um airbus na cabeça. Aperte o três pra mim, por favor. E o treco explode, que merda! Muito triste, muito choro, muita vela. A fatalidade é inelutável. E é isso mesmo. Não é pleonasmo. Fatalidade é fatalidade. Ponha o pé no chão! Só não me vai derrapar. Não adianta deixar de voar. De abastecer. Estacionar. De viver. Fatalidade é fatalidade. Pista, ranhura, chuva? Piloto, Infraero, capeta? O Pan! da TAM, caixa preta? O sistema aéreo brasileiro? Esse está podre faz tempo. Uma hora iria ruir. Mas não bem aqui. No meio da cidade. Fatalidade. É isso aí.

 

Posted by Leocadio at 16:10:47
Comments

7 Responses to “DO CHÃO NÃO PASSAVA”

  1. Pois é. Será que esse aeroporto de congonhas vai fechar?

  2. Leocadio says:

    Thiago de Góes,Thiago de Góes,

    Nesse cai-não-cai, fecha-não-fecha, pinga-pinga, ping-pong, piquenique é perigoso. Sai de baixo que é vôo. Vai saber.

  3. Anonymous says:

    Dizer que o acidente tal qual o ocorrido é uma fatalidade poderia soar como uma visão pessimista, se não fosse a atual conjuntura do sistema aéreo de nosso país. Diante deste, infelizmente, é puro realismo considerar o fato como inelutável.

  4. Anonymous says:

    PS.: O 3º comentário não é anônimo!

  5. Leocadio says:

    Bom, mas o 4º é.

  6. PARREIRA says:

    Rará! Achei o teu esconderijo na web! Difícil um escritor se esconder hoje, ficar enclausurado num quartinho com clarabóia. Beleza, Leocádio!
    E esse estilo aí, rápido e rasteiro, frases que não permitem nem um respirar completo?
    Eu agora tou meio na contramão disso. Escrevo pouco, mas quando escrevo é uma enchente. Um exemplo disso pra você:
    “Um silêncio pontuado de verdes e azuis cercou o momento em que os três enfim se encontraram. Olhos questionando olhos, cada um tentando apreender do outro o máximo de informações naquilo que sabiam ser o mínimo de tempo. É claro que quando a gente conhece outra pessoa as coisas não acontecem exatamente assim, ninguém fica observando os silêncios pontuados e nem de longe pensa em apreender coisa nenhuma. O negócio se dá mesmo é de maneira animal: gosto dele/não gosto, fui com a cara/não fui. Simples assim. Lorca mais tarde se referiria ao encontro da seguinte forma: “Desde o primeiro momento vi nos olhos daquele homem a figura de um louco. Um louco iluminado, admito, mas ainda assim um louco. Um Quixote montado naquele jumento esquálido, morto de fome certamente há dias, um fedor de sol e cansaço. Em outras circunstâncias não teria dado a ele a menor atenção. Mas era Salvador Dalí, como vim a saber, e pertencia àquela rara espécie de homens que não se pode ignorar. Não o fiz. Pelo contrário: senti-me imediatamente atraído por ele, por aquela chama doentia que emanava de seus olhos enigmáticos, pelo futuro que já se desenhava na sua figura esguia e ao mesmo tempo imponente”.
    Viadagens à parte, o próprio Lorca quebrou o silêncio, com delicadeza:
    - Vai uma jaca aí?”

    Esse negócio acima se chama provisoriamente “Dalí no busão”. Não tenho a menor idéia do que vai ser. Mas é engraçado. Mais uma canalhice com a marca Parreira Corporation e Fudelation.

    Um abraço.

    E apareça para um café:

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  7. coupons tag says:

    A word vomit explosion!!! I’m glad to hear about that

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