Saturday, April 28, 2007

CASA DAS ROSAS DESCONCERTADAS

Entre concertos e consertos, eu prefiro Os Desconcertos. Na Paulista. A avenida. São os encontros realizados pelo escritor e roteirista. Claudinei Vieira. No casarão da literatura. A Casa das Rosas. Em São Paulo. Com os escritores que estão realizando o melhor da mais. Contemporânea literatura brasileira. Os autores levam três textos para compartilhar com o público. Um texto próprio. Inédito ou não. Outro, de autor consagrado. Muito importante. Para sua formação. E mais um. De autor novo. No ovo, Saindo. Ainda pouco conhecido. Ainda. Mas do bom. Um papo descompromissado e informal. Público e autor. Trocando idéias e impressões. Sábados sensacionais. Sensações. Tentações. Ilusões alusões revisões. Imperdível. Perdições. Neste sábado, 28 de abril, é a Maria Alzira. Texto escorreito e límpido. De suave terna meiga ferroada. Vai trazer uma atriz. Carla Modesto. Textos do Efraim Medina Reyes. Cidinha da Silva também. E tu? Não vais? Ficar pra trás é pra capataz. Desconcertado? www.desconcertos.com.br

 

MARIA ALZIRA BRUM LEMOS. “Coadjuvante e colaboradora em geral. Doutora em Comunicação e Semiótica, editora, tradutora, co-organizadora de eventos. Escreve para pensar, aprender, perguntar, estar aí, fazer coisas com palavras, viver. Livro solo O Doutor e o Jagunço: ciência, cultura e mestiçagem em Os Sertões (Arte&Ciência). Coletâneas: Tierra en trance: el cine latinoamericano en cien películas (Alianza), O Clarim e a Oração: cem anos de Os Sertões (Geração), Contos Cruéis: as narrativas mais violentas da literatura brasileira (Geração), Chico Buarque do Brasil (Garamond); Quartas Histórias: contos inspirados em narrativas de Guimarães Rosa (Garamond).” www.laoutra.blogspot.com

 

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NOVOS POTIGUARES

Novos Potiguares. Esses Jovens Escribas. Do Rio Grande. Do Norte. Carlos Fialho escrevia. Seu primeiro livro. Procurou outros dos seus. Jovens escritores. Em Natal. Descobriu um turbilhão. Juntou-se com mais três. Patrício. O Jr.. Daniel. O Minchoni. E Thiago. O de Góes. Surgiu a idéia. Um selo literário. Que publicasse jovens autores locais. As obras. Divulgasse a nova produção potiguar pelo Brasil. Incentivasse outros escritores a debutarem nas letras. Foi lançado o primeiro. Verão Veraneio. De Carlos. O Fialho. Não um pontapé inicial, mas um chute no saco. Para Patrício. Que quis lançar o seu. Lítio. Contos Bregas do de Góes. É Tudo Mentira! Do Fialho. Outro. E, bem, Escolha o Título. Do Minchoni. Escritores, sem dúvida. De inteligência e sagacidade. Espírito empreendedor e amor. Por sua arte. A literatura. Que, como a rapadura, é doce. Mas não é mole não. Nomes como Nei Leandro de Castro, Tarcísio Gurgel, Xico Sá e Marcelino Freire e Clotilde Tavares. Leitores e incentivadores. www.jovensescribas.com.br

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O FITILHO

O fitilho. Com uma sacola de mercado ou sei lá dependurado. Varava a estrada. De uma árvore até a mão da menina. De feições alienígenas. País de muitos mundos. Talvez fosse a face da maturidade. Precoce. De quem tem que ganhar seu pão. E de seu irmão. Sentado no chão. Talvez a cara da fome. Porque fome não tem face, tem cara. Sem expressão na cara, dispara um me dá um dinheiro. Na janela do meu carro.

Bloqueio na estrada? Seqüestro? Cilada? Menina? Fitilho? Silêncio. E continua. Com um se não tivé dinheiro reticente. Pausa dramática. E olha para o lado. E olha para o outro. E devo estar cercado. Não sou homem de posses. Seu pai, irmão, algozes. E roubado. E perdido. Pode ser biscoito. Serão seis, serão sete, serão oito? Biscoito? Foi o que ela disse? E os oito?

Não tem oito nem ninguém. Só eu e a menina. Seu irmão também. Pequeno, barrigudo, ramelento. Os dois no relento. Eu mato, eu bato ou parto? Com a dor do parto. Da pobreza que os pariu.

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